Já lá vão os tempos em que o empresário só pensava no resultado do exercício económico, no inicio do ano seguinte, a propósito da prestação de contas e da obrigações fiscais declarativas, em sede de IRC.
Hoje em dia, nos tempos que correm, a necessidade de saber quanto está a ganhar ou a perder, se está a facturar acima do seu break even point, entre outros indicadores, é imperiosa para uma boa gestão do negócio e não só na perspectiva da gestão fiscal.
A falência técnica não é um indicador de gestão, é o resultado da análise de um indicador, neste caso, poderá obter-se pela diferença entre o total do activo e o total do passivo, e se o seu resultado for negativo estamos então perante uma situação de falência técnica, significando que o conjunto dos valores do activo - bens e direitos - não são suficientes para liquidar todas as obrigações da empresa perante terceiros (fornecedores, bancos, estado, etc), a curto, médio e longo prazo, num dado momento. Será necessário injectar dinheiro na empresa, sob a forma de capitais próprios, de forma a melhorar os valores do activo, neste caso disponibilidades, conta do activo, e, por contrapartida, melhorar os capitais próprios da empresa, passando estes a um valor positivo, contribuindo assim para um determinado valor de autonomia financeira.
A autonomia financeira é um indicador financeiro de gestão, que de igual forma não deverá ser descurado. Resulta da razão ou quociente entre os valor dos capitais próprios e do activo liquido total (liquido, ou seja, deduzidas as amortizações e as provisões). Será recomendável, dependendo do sector no qual se insere a empresa, uma percentagem superior a 15% ou 20%, consoante os casos.
Independentemente deste rácio evidenciar uma boa saúde financeira da empresa, contribuindo para o chamado equilíbrio estrutural, este indicador é um dos critérios de avaliação das empresas no que respeita às condições de acesso aos fundos comunitários, como também é importante para a análise das Instituições de Crédito para a apreciação de financiamentos, entre outras formas de entrada de capitais na empresa.
Tal como no que concerne à análise da evolução da exploração da empresa, importa também não descurar a sua situação patrimonial e ir avaliando também alguns indicadores financeiros.
Paulo Torres
(ainda não consigo pensar e escrever segundo o novo acordo ortográfico)
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