PARA ALÉM DA GESTÃO - uma questão de feitio!
Quando uma empresa em dificuldade, depois de uma análise cuidada da sua situação, elabora o seu plano de recuperação, pretende, com este passo, perceber a que distância se encontra do ponto de viabilidade, e que passos terá de dar (através de medidas internas) para, de forma credível, apresentar propostas de regularização do passivo.
Neste âmbito, no que respeita aos agentes económicos envolvidos no passivo da empresa (credores), existem três categorias: o Estado; os credores com garantias; e os restantes credores simples, sem garantias, onde constam os fornecedores, na sua generalidade.
Dependendo do peso destes credores no passivo global da empresa, terão maior ou menor peso na negociação do plano de recuperação, não descurando a importância dos dois primeiros em situações de divergência no sentido do voto.
O problema é o feitio dos fornecedores. Percebendo bem e entendendo a sua situação de vulnerabilidade ( a não ser que tenham um peso relevante no passivo global ), a par do facto de não terem recebido o seu crédito sobre determinada empresa em dificuldade, muitas vezes contribuem para um desfecho menos positivo da devedora, retaliando e procurando inviabilizar o processo de recuperação, sabendo á partida que também perdem a possibilidade de recuperar o respectivo crédito.
Também algumas vezes, o processo de retaliação começa mais cedo, ainda antes da devedora se submeter a um processo de revitalização, através de penhoras e outras acções que, por vezes, obrigam a devedora a parar a sua actividade, criando novas dificuldades.
É de lamentar que, quer por parte da devedora, como por parte da credora, não exista o discernimento e a serenidade para, enquanto pessoas, procurarem um entendimento credível e razoável para as partes. Depois, bem, depois é tarde e não dá para voltar atrás...
O que, na generalidade dos casos, acontece ou determina a falta de entendimento, resulta do desgaste que estes processos provocam nos empresários - por um lado, um devedor em dificuldade e que falha constantemente, e por outro, um credor que precisa de receber o seu dinheiro e que está cansado de promessas vãs...assim, é muito difícil....
Neste âmbito, no que respeita aos agentes económicos envolvidos no passivo da empresa (credores), existem três categorias: o Estado; os credores com garantias; e os restantes credores simples, sem garantias, onde constam os fornecedores, na sua generalidade.
Dependendo do peso destes credores no passivo global da empresa, terão maior ou menor peso na negociação do plano de recuperação, não descurando a importância dos dois primeiros em situações de divergência no sentido do voto.
O problema é o feitio dos fornecedores. Percebendo bem e entendendo a sua situação de vulnerabilidade ( a não ser que tenham um peso relevante no passivo global ), a par do facto de não terem recebido o seu crédito sobre determinada empresa em dificuldade, muitas vezes contribuem para um desfecho menos positivo da devedora, retaliando e procurando inviabilizar o processo de recuperação, sabendo á partida que também perdem a possibilidade de recuperar o respectivo crédito.
Também algumas vezes, o processo de retaliação começa mais cedo, ainda antes da devedora se submeter a um processo de revitalização, através de penhoras e outras acções que, por vezes, obrigam a devedora a parar a sua actividade, criando novas dificuldades.
É de lamentar que, quer por parte da devedora, como por parte da credora, não exista o discernimento e a serenidade para, enquanto pessoas, procurarem um entendimento credível e razoável para as partes. Depois, bem, depois é tarde e não dá para voltar atrás...
O que, na generalidade dos casos, acontece ou determina a falta de entendimento, resulta do desgaste que estes processos provocam nos empresários - por um lado, um devedor em dificuldade e que falha constantemente, e por outro, um credor que precisa de receber o seu dinheiro e que está cansado de promessas vãs...assim, é muito difícil....
Paulo Torres
(escreve em português para brasileiros)
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