
Hoje em dia, a propósito da crise, ouvimos falar aqui e ali nas empresas em dificuldade, em situação difícil.
Na verdade, estas crises e dificuldades que assolam as empresas são de natureza endógena e exógena: problemas de mercado; ao nível do produto; problemas de liquidez; perda de competitividade; problemas de gestão, enfim, podia ficar aqui uns bons 15 minutos a escrever sobre as principais causas do insucesso das empresas.
Perante um cenário de crise, uma das primeiras acções a desenvolver consiste na elaboração de um bom diagnóstico de forma a ser possível elaborar uma matriz com a identificação dos problemas e soluções, definindo um cronograma com as actividades a desenvolver, preparando-se de seguida um plano de recuperação, elaborado de forma séria e razoável, permitindo assim facilitar o seu rigoroso cumprimento tendo em vista o sucesso do negócio e da empresa.
Geralmente, torna-se necessário definir um novo modelo de gestão, procurando, por um lado, garantir uma boa execução do plano, e, por outro lado, dar garantias aos credores através de uma nova gestão. A mudança revela-se assim muito importante, marcando uma certa ruptura com o passado, provocando uma pequena revolução organizacional na empresa.
Pois bem, é nesta fase que conseguimos diagnosticar a perturbação que referi como titulo deste blog.
As empresas perturbadas são aquelas que eu defino como casos crónicos, de difícil governação, por melhor que seja o seu plano de recuperação. De facto, e nestes casos, o perfil do gestor/proprietário da empresa, marca a empresa, pela transmissão de valores e princípios que passam e que influenciam a gestão da empresa. Se o gestor não é uma pessoa cumpridora, certamente que a empresa também não será cumpridora, entre outros exemplos. Esta questão acaba por ser determinante para a formação do ADN da empresa, perturbando-a, muito para além da sua marca, do seu produto ou da sua imagem corporativa.
Nestes 20 anos de consultadoria, percebo hoje, melhor do que ontem, que esta perturbação das empresas, pelo perfil do gestor, é uma evidência e que está muito para além daquilo que aprendemos nos cursos de gestão de negócios...até na escolha das cores da parede do escritório ou da fachada da empresa...
Paulo Torres
(ainda não escrevo segundo as regras do novo acordo ortográfico, mas já não escrevo farmácia com "ph"....tudo a seu tempo)
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